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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

O Estado da Justiça Em Portugal

Num juízo de uma pequena cidade em Portugal, o advogado de acusação chamou a sua primeira testemunha; uma velhinha de idade avançada.

Aproximou-se da testemunha e perguntou:

- Sr.ª. Ermelinda, a senhora conhece-me?

A senhora respondeu:

- Claro que te conheço. Conheço-te desde pequenino e, francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando nem sequer tens inteligência suficiente nem para ser varredor. Claro que te conheço.

O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco apontou para o outro extremo da sala e perguntou:

- Sr.ª Ermelinda conhece o defensor oficioso?

Responde a velhinha:

- Claro que sim. Também o conheço desde a infância. É frouxo, tem problemas com bebida, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado bem, aí... é um dos piores que já vi. Não esqueço também de mencionar que engana a mulher com três mulheres diferentes, uma das quais, curiosamente, é a tua mulher. Sim, conheço-o.

Claro que sim.

- O defensor ficou em estado de choque.

O Juiz, então, pediu a ambos os advogados que se aproximassem do estrado e com uma voz muito ténue diz-lhes:

- Se a algum dos dois, ocorrer perguntar à aquela velha se me conhece, juro-vos pela justiça portuguesa que vão todos presos.

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contado por Jorge Oliveira às 15:38

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