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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

FORTE CASTELO DE AREIA

... (continuação do Frágil Castelo de Areia)


"...Pobre menina crescida que deixou de brincar e sonhar ... O seu mundo ainda se move a risos... Veio uma onda e levou-lhe o castelo."

E porque os risos são pózinhos mágicos, aspirados directamente em nossos corações, essa pobre menina crescida, um dia em simples passe de magia ... voltou a brincar, e se viu mesmo menina em suas fantasias, muito mais que rainha, médica ou princesa, por milagre se viu ...De verdade!!! E sentiu que seu riso era o de outrora, cristalino, sonoro e puro!


Foi nesse instante, tão fugaz, quanto importante, que decidiu reconstruir "Seu Castelo", realinhar o seu areal de mimos, devolver em dobro todos os carinhos de seu povo, em abraços alimentar seus iguais, pois essa menina vivia, sorria, amava de novo... e isso era Demais!
Não que agora seus predicados fossem estranhados, pois em sua perca, forma mais que esperados!


Então a Menina mimou muito, amou demais, a si, a seus sonhos, a todos e todos, pois só assim se fez de fantasias, alegrias, risos puros e bons, de que esse Mundo/Reino tanto necessitam, pois ser Realeza ou Divindade, é só para quem tem pureza em seu coração!

 

Contributo de ROSA FONSECA (Amiga invisível, mas tão bem conhecida!) 


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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

DIA DO PAI

Da criança para o Pai:

- Não me dês tudo que eu pedir. Às vezes, eu só peço para ver até quando posso obter.
- Não me dês sempre ordens; se, ao invés de ordens, às vezes me pedires as coisas, eu as farei mais rápido e com mais prazer.
- Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-me, mas, também, se for um castigo.
- Não me compares com ninguém, especialmente com meu irmão ou minha irmã. Se tu me fizeres brilhar menos que os demais então serei eu quem se apagará.
- Não corrijas minhas faltas diante de ninguém. Ensina-me a melhorar quando estivermos a sós.
- Não me grites. Respeito-te menos quando o fazes e me ensinas a gritar também, e eu não o quero fazer.
- Deixa-me desenvolver-me por mim mesmo. Se tu fizeres tudo por mim, eu nunca aprenderei.
- Quando eu fizer algo mal, não me exijas que diga porque o fiz. Às vezes, nem eu mesmo o sei.
- Não digas mentiras demais de mim, nem me peças para dizê-las por ti, mesmo que seja para livrar-te de um apuro. Fazes com que eu me sinta mal, e perca a fé no que dizes.
- Quando estiveres errado em algo, admite-o e crescerá a opinião que tenho de ti. E me ensinarás a admitir meus erros também.
- Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas teus amigos, já que, porque somos família, isso não quer dizer que também não possamos ser amigos.
- Não me digas para fazer uma coisa que tu não a fazes. Eu aprenderei e farei sempre o que tu fizeres mesmo que tu não o digas, mas nunca o que tu disseres e não fizeres.
- Quando contar-te um problema meu, não me digas "não tenho tempo para ouvir disparates" ou "isso não tem importância". Trata de compreender-me e ajudar-me.
- Diz que gostas muito de mim. A mim agrada-me ouvir-te dizê-lo, mesmo que tu não julgues necessário dizer-me.

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contado por Jorge Oliveira às 18:29

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

A SIMPLICIDADE

É uma bela história hindu.


O filho duma pobre viúva tinha que atravessar todos os dias um bosque solitário para ir à escola.

O menino tinha medo de o atravessar sozinho. Pediu à mãe que pagasse a um criado para o acompanhar. A mãe, que era muito pobre e não podia pagar, disse-lhe que pedisse ele a seu irmão Krishna que o acompanhasse.

Krishna é considerado o Senhor da Selva. O menino assim o fez. Um dia após outro, Krishna acompanhava o menino nas idas e vindas da escola.

Um dia em que se homenageava o mestre, todos os meninos deviam levar-lhe algum presente.

A viúva disse ao filho que não podia dar nenhum presente, que pedisse a Krishna.
O menino assim fez.

Krishna deu-lhe um jarro de leite para levar ao mestre.

Quando todos os meninos entregavam os seus presentes, o menino pobre via que o mestre não dava atenção ao presente que ele tinha levado, e pedia ao mestre que o aceitasse.
Como não era atendido, o menino insistia uma e outra vez. Por fim, o mestre disse ao ajudante:

- Recolhe o leite e devolve o jarro ao menino para que não insista mais.
Quando o ajudante esvaziou o leite para outro recipiente, notou que o jarro ficava de novo cheio de leite.

Uma e outra vez fez a mesma operação e o jarro tomava a encher-se.

Então o mestre, assombrado, perguntou ao menino quem lhe tinha dado o leite.

O menino respondeu muito simples e naturalmente que tinha sido Krishna, que todos os dias o acompanhavam na ida e na vinda da escola.

O mestre pediu ao menino que o levasse a ver esse tal Krishna.

O menino, acompanhado pelo mestre e companheiros, foi até à entrada do bosque, onde todos os dias o esperava Krishna.

Mas ele não estava lá. O menino chamou-o uma e outra vez, mas ele não aparecia.

Os companheiros riram-se dele, e o menino chorando rogou a Krishna que viesse.
Por fim, Krishna falou-lhe ao ouvido:

- Não apareço porque ao teu mestre falta a simplicidade para acreditar.

A nossa vida deveria ser um constante milagre. Mas falta-nos humildade para acreditar no princípio da simplicidade que rege a vida, no que é a Vida. Não será muito difícil saber porque muitas vezes não temos ninguém para nos ajudar atravessar a bosque ou a selva da vida neste mundo.

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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

O DESERTO DE ÁGUA

Escrevi outrora", diz Diolé, "que quem tivesse conhecido o mar profundo já não podia voltar a ser um homem como os outros. É em instantes como este (no meio do deserto) que tenho a prova disso. Pois percebi que mentalmente, enquanto caminhava, eu enchia de água o cenário do Deserto! Na imaginação, eu inundava o espaço que me cercava e no centro do qual caminhava.


Vivia numa imersão inventada. Deslocava-me no centro de uma matéria fluida, luminosa, protectora, densa, que era a água do mar, a lembrança de água do mar. Esse artifício bastava para humanizar aos meus olhos um mundo de uma secura repugnante, conciliando-me com as rochas, com o silêncio, com a solidão, com as toalhas de ouro solar que caíam do céu. Minha própria fadiga estava amenizada. Meu peso apoiava-se em sonho nessa água imaginária.

 
"Percebi então que não era a primeira vez que inconscientemente recorria a essa defesa psicológica. O silêncio e a lenta progressão de minha vida no Saara despertavam em mim a lembrança do mergulho. Uma espécie de doçura banhava então minhas imagens interiores; e na passagem assim reflectida pelo sonho a água aflorava naturalmente. Eu caminhava, trazendo comigo reflexos luzentes, uma espessura translúcida que nada mais era que lembranças do mar profundo.

Philippe Diolé ensina-nos a estar em outro lugar sem mudar-nos de lugar, apenas de natureza, quando tudo em nós parece ser uma imagem deserta, fatalista, moribunda e melancólica.


Um cenário angustiante, cheio de obstáculos, que nos podem reter como uma prisão para a morte, é transformado, as areias infinitas tornam-se em água ilimitada.


Tão somente, basta a imaginação para viver num novo espaço, todos nós somos capazes de transformar areia em água. As imagens fazem parte do nosso ser, estando na base de qualquer imaginação na procura de ser feliz. Nada há quem derive de quimeras e ilusões, as imagens são reais. Nesta história o tempo e o espaço estão aqui sob o domínio da imagem da nossa própria natureza. Que custa tentar?

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contado por Jorge Oliveira às 17:10

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Domingo, 9 de Março de 2008

ABRE UMA NOVA JANELA

Conta-se que uma certa menina tinha um lindo cãozinho de estimação.


Ela devotava muito carinho e atenção por ele. Todos os dias, ao cair da tarde, ficava na varanda de sua casa, olhando seu cãozinho brincar. Certo dia, ao voltar da escola, percebeu um movimento intenso e algo estranho no ar...
- O que houve? Perguntou à sua mãe. O cãozinho morrera, um carro o atropelou e o matou.

 Que tragédia, para aquela menina! Após uns dias isolada no quarto, alimentando sua tristeza, ela passou a adoptar um comportamento estranho. Todos os dias, ao cair da tarde, ficava na janela do seu quarto, olhando para o portão da casa, numa ingénua ilusão, esperando ver seu cãozinho voltar. Assim ficou por muitos dias.

 Até que, seu pai com o coração partido por ver a filha assim, tomou-a nos braços e disse:
- Filha, lá em nosso jardim nasceu uma linda flor. Anda, vem comigo contemplá-la desta nova janela, porque nesta, onde vens todos os dias, tu não a consegues ver, anda, vamos abrir aquela e mudar de janela!
Nossa existência é semelhante a uma casa de muitas janelas, que possibilita a contemplação de várias paisagens.

 

O problema é que muitos fazem da vida uma casa de uma única janela. E ali, ficam debruçadas, por anos.

Quando alguém age assim, o foco da sua atenção fica limitado, possibilitando-o de ver outras paisagens. Na vida, às vezes, temos que mudar de janela, para contemplar o novo ao nosso redor.

Uma janela que precisa ser fechada é a do ressentimento.

Quem fica debruçado sobre esta janela olha a vida pelo ângulo da amargura, do desencanto, da tristeza profunda.

A pessoa ressentida, perde a confiança no amor, não investe em novos relacionamentos, fecha as portas para o perdão e tem visão muito negativa da vida.

Muda de janela!

Outra janela que precisa ser fechada é a do medo.

O medo é um mal terrível. Milhares de pessoas estão fixadas nesta janela.

Somente vêem os perigos, os obstáculos, as dificuldades. Na mente delas não existem sonhos, só pesadelos, o que estes têm de bom é que nos possibilitam acordar.

Quem fica a olhar a vida através da janela do medo, só contempla o caos.

Troca a janela do medo, pela da coragem. Ela desperta em nós a determinação e o optimismo.

Medo é a derrota antecipada. Terrível é a vida dos que se fixaram na janela do passado. Não vêem nada em sua frente a não ser motivos para se lamentar.

Quem vive debruçado sobre o passado não consegue vislumbrar o futuro.

Muda de janela!

Mude para a janela da esperança.

Ela nos faz sonhar com dias melhores.

Quem quer vencer na vida, precisa ter a reflexão no passado, os pés no presente e os olhos no futuro, e caminhar sempre nesse direcção!... Muda de janela e vê que tu não está só.

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contado por Jorge Oliveira às 17:02

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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Detector de Mentiras

Há muitos anos, quando apareceu no mundo o primeiro detector de mentiras, todos os advogados e estudiosos do comportamento humano ficaram fascinados. O aparelho baseia-se numa série de sensores que detectam as variações fisiológicas da transpiração, contracções musculares, variações de ritmo cardíaco, tremores e movimentos oculares, que ocorrem em qualquer indivíduo quando mente.

 Naquela época, as experiências com a «máquina da verdade», como se lhe chegou a chamar, proliferavam por toda a parte.

Um dia, um advogado decidiu fazer uma investigação muito peculiar. Levou a máquina para o hospital psiquiátrico da cidade e sentou diante dele um paciente internado: J. C. Jones. O senhor Jones era psicótico e, nos seus delírios, garantia que era Napoleão Bonaparte.

Talvez por ter estudado História, conhecia de uma ponta à outra a vida de Napoleão e enunciava com exactidão, e na primeira pessoa, pequenos pormenores da vida do imperador, em sequência lógica e coerente.

Os médicos sentaram o senhor Jones diante do detector de mentiras e, depois de calibrarem o aparelho, perguntaram--lhe:

- O senhor é Napoleão Bonaparte?

O paciente pensou durante uns instantes e depois respondeu:

- Não! Que ideia é essa? Sou J. C. Jones.

Todos sorriram, excepto o operador do detector de mentiras, que informou que o senhor Jones estava a mentir!

A máquina demonstrou que, quando o paciente dizia a verdade (isto é, quando afirmava ser o senhor Jones), estava a mentir... porque acreditava que era Napoleão.
Quase todos nós confundimos a «verdade», com «não mentir», naturalmente levados por pensamentos que nos fazem querer que nos mentem. Esta atitude é racional, pois passamos a vida a ouvir uma coisa e descobrimos, antes ou depois, que não é verdade.
Que nos ensina esta história?... Não vou deixar o meu comentário como costumo fazer com as outras minhas histórias!... Vou deixar ao V/ critério...

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contado por Jorge Oliveira às 15:47

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Um Minuto

Ouvindo o tiro, o vizinho entrou naquele apartamento, e ao lado do corpo encontrou uma carta assim escrita:

" Já não dava mais para suportar. Passei a noite toda como um louco pelas ruas. Fui a pé... não tinha condições nem para conduzir.

Perdi meu emprego por injustiça feita contra mim. Nada mais consegui.

Ontem telefonaram avisando que minha pequena moradia no campo foi incendiada. Estava ameaçado de perder este apartamento por não ter podido pagar as prestações.

Só me restou um carro tão desgastado que nada vale.

Afastei-me de todos os meus amigos com vergonha desta humilhante situação. ... e agora, chegando aqui, não encontrei ninguém... fui abandonado e levaram até minhas melhores roupas!

Aquele que me encontrar, faça o que tem que ser feito. Perdão. "


O vizinho dirigiu-se ao telefone para chamar a polícia. Quando esta chegou viu que havia um recado no gravador de mensagens.

Era a voz da mulher do falecido:

" Olá! Sou eu! Liga para a firma!

Eles reconheceram o engano e tu foste chamado de novo para a semana que vem! Dizem que te pagam estes dias e para descansares o resto da semana. O dono do nosso apartamento disse que tem uma boa proposta para não o perdermos. Estamos na nossa casinha de campo. A história do incêndio foi uma brincadeira de mau gosto que alguém resolveu arranjar para entreter os bombeiros! Isso merece uma festa, não achas? Todos os nossos amigos estão vindo para cá. Um beijo! Já coloquei as roupas que mais gostas bagageira do carro. Vem! "

Assim como num minuto é o tempo suficiente para se perder uma vida, também um minuto é tempo suficiente para mudar tudo. No último minuto, espere mais um minuto. Esse minuto pode fazer toda a diferença

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