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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

FRAGIL CASTELO DE AREIA

 

Era uma vez uma menina. Menina essa que era o centro do mundo. Talvez não o fosse, mas sentia que a ela pertencia... Essa menina sempre teve rios de amor à sua volta, mares de sorrisos, cascatas de beijos... essa menina só podia ser feliz. E era! Era uma menina feliz ...

Essa menina abusava na sua oferta. Dava o que tinha e o que não tinha. Essa menina tinha castelos e nele punha todo o seu mundo. Essa menina era médica e curava todos os seus povos. Essa menina era Rainha, e sempre havia festa no seu reino. A menina era por vezes “condenada” por metralhar o seu mundo de beijos e abraços.

Mas não seria essa a essência da menina?! Uma fragrância de flores, coberta de beijos ... fustigada a abraços. A menina tinha o titulo do Riso! O mundo parava se não estava a rir ... Uma dia parou E então a menina viu que, na verdade, só ela tinha parado. Essa menina foi crescendo. O encanto dela nunca se perdeu e ás vezes ainda se apercebe que pode ser um “pequeno mundo” de alguém ... Pobre menina. Pobre menina crescida que se tornou em anémona. Com o toque retrai ... Pobre menina crescida que foge com o olhar ... Pobre menina crescida que para um estranho lugar foi viver. Sem castelos, rios ou cascatas ... Pobre menina crescida que deixou de brincar e sonhar ... O seu mundo ainda se move a risos... Veio uma onda e levou-lhe o castelo...

(continua no post seguinte, do dia 28.MAR)...

 

 

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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

SABEDORIA INFANTIL

"Se gostavas de ter um cão, começa por pedir um cavalo." Luís, 13 anos
"Nunca te metas com uma miúda que já te bateu uma vez." Pedro, 9 anos
"Se a tua mãe esteve a discutir com o teu pai, não a deixes pentear-te." Sara, 12 anos
"Se quiseres dar banho a um gato, prepara-te para tomares um também." João, 10 anos
"Nunca se deve confiar num cão para guardar a nossa comida." Gonçalo, 11anos
"Nunca entres numa corrida com os atacadores desapertados." André, 12 anos
"Quantos mais erros faço, mais esperta fico." Inês, 8 anos
"Quando as coisas estão escritas em letras pequenas é porque são importantes." Diogo, 10 anos

Atracção amorosa

"Primeiro temos que ser atingidos por uma seta. Depois, deixa de ser uma experiência dolorosa." Helena, 8 anos
"Se uma pessoa tiver sardas, ela vai sentir-se atraída por outra que também tenha sardas." André, 6 anos

A idade certa para casar

"Aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar." Júlia, 8 anos
"Eu vou-me casar assim que sair do infantário." Tomás, 5 anos

Solteiro ou casado?

"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida." Catarina, 9 anos
"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas." Lina, 9 anos
"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas." Eva, 8 anos

Para manter uma relação

"Passar a maior parte do tempo a namorar em vez de irmos trabalhar." Tomás, 7 anos
"Não esquecer o nome da namorada. Isso estragava tudo!" Ricardo, 8 anos
"Pôr o lixo lá fora todos os dias." Guilherme, 5 anos
"Nunca dizer a uma pessoa que se gosta dela se não for verdade." Pedro, 9 anos

O amor

"Não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo." Ricardo, 7 anos.
"O amor é a melhor coisa que existe no mundo. Mas o futebol ainda é melhor!" Guilherme, 8 anos.
"Sou a favor do amor, desde que ele não aconteça quando estão a dar desenhos animados". Ana, 6 anos.
"O amor encontra-nos mesmo quando nós tentamos esconder-nos dele. Eu fujo dele desde os 5 anos, mas as raparigas conseguem sempre encontrar-me." Nuno, 8 anos
"O amor é a loucura. Mas quero experimentar um dia." Fábio, 9 anos

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contado por Jorge Oliveira às 16:51

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

A Noite em que a Noite Não Chegou

Um dia, mal acordou, a noite foi espreitar pela janela e reparou que já era quase noite. «Estou atrasada!», pensou ela ao ver que o Sol já tinha desaparecido e os candeeiros começavam a acender-se.

Mas, nesse dia, ou nessa tarde, ou nessa noite, a noite sentia-se muito preguiçosa.
Gostava muito de estar ali, no quentinho dos lençóis, mas à noite não podia.
Tinha sempre que fazer. Contrariada, deu uma volta e outra volta, desenroscou-se, enroscou-se e pensou 1á para consigo: «Estou farta!»

Havia muitas, muitas noites desde o início dos tempos que a noite chegava à hora certa sem faltar um só dia. «E tudo isto para quê?», perguntou ela de si para si, «Só para que o vaidoso do Sol possa ir mostrar a sua linda cabeleira dourada ao outro lado do mundo... Hoje, não saio daqui... O Sol que se amanhe!»

Olhando para o seu antiquíssimo fato de trabalho, metade feito de estrelas, metade de escuros trapos, a noite resolveu por uma vez ficar na cama.

«O pôr-do-sol que se aguente por ai, a pairar no meio do céu, até que nasça o dia! Está resolvido. Hoje, ninguém me tira daqui l»

Assim, sem querer saber de mais nada, a noite deixou-se ficar na cama toda satisfeita, com uma chávena de chá numa mão e um livro de histórias na outra.

Quando perceberam que a noite não chegava, as pessoas, os bichos, os candeeiros e as flores começaram ajuntar-se às portas da noite. Os autocarros e os girassóis queriam ir dormir. Os mochos; as corujas e os guardas-nocturnos queriam sair para o trabalho. Por isso se puseram todos a gritar: «Venha a noite!»

Venha a noite! Então, nunca mais chega?! É preciso fazer cair a noite!»

Mas era tão alta a casa onde a noite morava que ninguém se atrevia sequer a tentar chegar lá acima.

Foi então que apareceu um menino rabino que pediu «Com licença...» a toda a gente e se pôs a trepar pelos últimos raios de sol. Num equilíbrio despachado, pôs um pé numa nuvem, outro num cometa e, em menos de nada, chegou junto da noite.

De tão entretida com o seu livro de histórias, a noite nem deu por nada. E mesmo que desse nem podia adivinhar. Não estava habituada a meninos e aos seus doces passos de algodão.

De mansinho, o menino rabino pôs-se a fazer-lhe cócegas nos pés. A noite desatou a rir às gargalhadas. «Ah, Ah, Ah! - Ah., Ah, Ah.!» Tanto se riu a noite que caiu da cama abaixo. E caindo, passou por estrelas, luas e sóis. Todas as luzes se apagaram a sua, passagem e um manto muito grande, negro, de cetim, foi cobrindo aos poucos o mundo inteiro.

O menino rabino, do esforço que fez, ficou tão cansado e com tanto sono que nem perdeu tempo. Deitou-se logo na cama da noite e, antes de adormecer, voltou-se para ela que lá em baixo já tomara conta do mundo inteiro e disse-lhe baixinho: «Adeus, noite... Até amanhã... Boa noite...»

Fascinou-me esta história de José Fanha, até fico com receio de escrever algo sobre ela, é certo que não estou à sua altura, com tamanha imaginação e inspiração, espero com estas palavras não deturpar a sua verdadeira essência.

O fascínio vem todo das crianças, do sonho, do mundo que me muito encanta e me ensina, sem ele, eu já mais conseguiria ter esperança e sorrir por um amanhã, em que a noite não chegou, pois todas as noites são noite... Que bom ser criança corajosa, atrevida... quem não tem essa vontade? Só elas se aventuram a subir bem alto, sem o receio de cair, sem muito pensar... com um puro e simples gesto... são capazes de tudo, para tudo arranjam solução e numa expressão cheia de ternura e, permitam-me dizer, tão «fofinha», fecham os olhos despreocupados e adormecem num sono que eu tanto gostaria de o tornar a ter...

Para mim... basta olhar uma criança, para me sentir Feliz, pois neste mundo adulto, destas coisas dos adultos, e lhes conto um segredo: «eu não me entendo lá muito bem».

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contado por Jorge Oliveira às 16:49

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Sábado, 1 de Março de 2008

O Mundo nas mãos de uma criança

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava decidido a encontrar meios de minimiza-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas, com teses, colocando problemas, testando hipóteses, com o intuito de chegar a alguma conclusão.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar.
O cientista nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.
Vendo que seria impossível de impedi-lo, o pai procurou algo que pudesse entreter o filho com o objectivo de distrair a sua atenção.
Foi quando, de repente, deparou-se com o mapa do mundo, algo que ele necessitava!
Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- Olha filho, vou dar-te o mundo para ver se o consegues arranjar. Aqui tens o mundo todo feito em pedaços. Agora vê se o consegues consertá-lo tal como ele deve ficar, bem certinho! Mas tens que o fazer tudo sozinho.
Calculando que a criança levaria dias para recompor o mapa e assim deixá-lo trabalhar em paz.
Passadas algumas horas, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho sozinho!
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista, por cima dos óculos que usava, levantou os olhos das suas anotações e cálculos, certo de que iria ver um trabalho digno de uma criança.
Para sua surpresa, o mapa estava completo.
Todos os pedaços de papel tinham sido colocados e colados nos devidos lugares. Como seria possível? Como é que a criança teria sido capaz?
- Parabéns! – disse o pai – Mas, filho, como conseguiste se tu não sabias como era o mundo?

- Pai! – disse o filho - eu não sabia como era o mundo, mas quando o pai tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando consegui arranjar o homem, virei a folha e descobri que havia arranjado também o mundo.
Às vezes para resolvermos grandes problemas da humanidade, basta tão-somente olhar para as crianças e ver o quanto é simples... Jamais deveremos deixar de ser crianças e muito menos deixar de dar atenção às crianças.

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contado por Jorge Oliveira às 15:43

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