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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Dia de Anos de Uma Criança II

Anos mais tarde...

Em outro aniversàrio, os seus quarenta anos, a mãe dessa criança, agora feito homem, ofereceu-lhe uma caixinha de cartão, envolta numa fita de cetim, gasta pelo passar dos tempos...

Ao abri-la, entre pequenos e delicados bonecos, cromos, caricas, e selos, reencontrou o desenho que naquele aniversário, tinha feito à luz das 4 velinhas, e emocionado reviu os rabiscos de um pássaro, um anjo e um menino de mão dada com sua mãe, caminhando numa longa estrada ladeada de árvores...

Percebeu então, que à imagem dos seus olhinhos de menino, bastava sermos livres como pássaros para mantermos a paz, sonharmos como anjos, para mantermos a fé, darmos a mão a quem nos ama, para nos mantermos em amor, tudo isto caminhando serenamente na estrada da vida feita de verdejante esperança.

E se os quarenta anos são a "tal" idade, para este menino/homem, foi o reinicio da felicidade!

Ah,esqueci-me de dizer o nome do aniversariante? Pois, é que este menino, somos todos nós...

Que tantas vezes nos esquecemos que a felicidade é construida em pilares de simplicidade...

Tal como os nossos sonhos de meninos.

 

Contributo de ROSA FONSECA

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Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

ERA GLACIAL


Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre estava coberta por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais.

Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro, e, todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito...

Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.

Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial!...Sobreviveram!

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios! ...

É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar! ...

É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração! ...

É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor! ...

É fácil sentir o amor, difícil é conter a sua torrente!

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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

DIA DO PAI

Da criança para o Pai:

- Não me dês tudo que eu pedir. Às vezes, eu só peço para ver até quando posso obter.
- Não me dês sempre ordens; se, ao invés de ordens, às vezes me pedires as coisas, eu as farei mais rápido e com mais prazer.
- Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prémio, dá-me, mas, também, se for um castigo.
- Não me compares com ninguém, especialmente com meu irmão ou minha irmã. Se tu me fizeres brilhar menos que os demais então serei eu quem se apagará.
- Não corrijas minhas faltas diante de ninguém. Ensina-me a melhorar quando estivermos a sós.
- Não me grites. Respeito-te menos quando o fazes e me ensinas a gritar também, e eu não o quero fazer.
- Deixa-me desenvolver-me por mim mesmo. Se tu fizeres tudo por mim, eu nunca aprenderei.
- Quando eu fizer algo mal, não me exijas que diga porque o fiz. Às vezes, nem eu mesmo o sei.
- Não digas mentiras demais de mim, nem me peças para dizê-las por ti, mesmo que seja para livrar-te de um apuro. Fazes com que eu me sinta mal, e perca a fé no que dizes.
- Quando estiveres errado em algo, admite-o e crescerá a opinião que tenho de ti. E me ensinarás a admitir meus erros também.
- Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que tratas teus amigos, já que, porque somos família, isso não quer dizer que também não possamos ser amigos.
- Não me digas para fazer uma coisa que tu não a fazes. Eu aprenderei e farei sempre o que tu fizeres mesmo que tu não o digas, mas nunca o que tu disseres e não fizeres.
- Quando contar-te um problema meu, não me digas "não tenho tempo para ouvir disparates" ou "isso não tem importância". Trata de compreender-me e ajudar-me.
- Diz que gostas muito de mim. A mim agrada-me ouvir-te dizê-lo, mesmo que tu não julgues necessário dizer-me.

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contado por Jorge Oliveira às 18:29

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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

De Quem Gostamos Afinal?

Eu estava correndo e de repente um estranho tropeçou em mim:
- "Oh, desculpe”, foi a minha primeira reacção.
E ele disse:
- "Ah, de nada. Quem tem que pedir desculpas sou eu, pois fui eu quem não vi o senhor!"
Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu.
Até que então, despedimo-nos e cada um foi para seu lado.
Mas em nossa casa, acontecem histórias diferentes.
Como nós tratamos aqueles que amamos...???
Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho pôs-se ao meu lado, tão silenciosamente que eu nem percebi. Quando eu me virei, apanhei um grande susto, pois quase o queimava e comecei logo a ralhar com ele.
"Sai já daqui, antes que leves uma palmada!"
E eu disse aquilo com certa agressividade.

E ele foi embora, com os seus grandes olhos, já vertendo algumas lágrimas, certamente com seu pequeno coração destroçado.

Eu nem imaginava como tinha sido áspero com ele.

À noite, quando me fui deitar, dei comigo a pensar sobre o sucedido, pois, não estava de consciência tranquila, e disse para mim mesmo:
"Quando falava com um estranho, fui o mais amável possível!

Mas com seu filho, a criança que eu amo, eu nem sequer me preocupei com isso!
Não tinha reparado logo que no chão da cozinha, estava uma moldura com a sua foto.
Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e eu ralhei com ele.

Nesse momento, eu senti-me muito pequeno. E agora, era o meu coração que tinha ficado destorcido. Então, levantei-me e eu fui até a cama dele, ajoelhando-me a seu lado.
- "Acorda filhinho, esta é a moldura que tu me trouxeste?"

Ele sorriu:

- "Fui eu que a fiz para te oferecer.
Eu fiz-a, para tu colocares na tua secretária e te lembrasses de mim todos os dias!"
Eu disse:

- "Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Desculpa! Eu não devia ter gritado contigo daquela maneira."
-"Não faz mal, pai, eu sei que tu às vezes te zangas comigo!"

Todos nós devemos parar para pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhamos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias.

Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, sentirão essa perda para o resto de suas vidas?

E nós raramente paramos para pensar nisso.
Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que a nossa família, os nossos amigos, as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo.
Perdemos o tempo de sermos carinhosos, de dizer um "Eu te amo", de dizer um "Obrigado", de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós.
Ao invés disso, muitas vezes agimos com rudeza, e não percebemos o quanto isso magoa realmente quem gosta mesmo de nós

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Um Minuto

Ouvindo o tiro, o vizinho entrou naquele apartamento, e ao lado do corpo encontrou uma carta assim escrita:

" Já não dava mais para suportar. Passei a noite toda como um louco pelas ruas. Fui a pé... não tinha condições nem para conduzir.

Perdi meu emprego por injustiça feita contra mim. Nada mais consegui.

Ontem telefonaram avisando que minha pequena moradia no campo foi incendiada. Estava ameaçado de perder este apartamento por não ter podido pagar as prestações.

Só me restou um carro tão desgastado que nada vale.

Afastei-me de todos os meus amigos com vergonha desta humilhante situação. ... e agora, chegando aqui, não encontrei ninguém... fui abandonado e levaram até minhas melhores roupas!

Aquele que me encontrar, faça o que tem que ser feito. Perdão. "


O vizinho dirigiu-se ao telefone para chamar a polícia. Quando esta chegou viu que havia um recado no gravador de mensagens.

Era a voz da mulher do falecido:

" Olá! Sou eu! Liga para a firma!

Eles reconheceram o engano e tu foste chamado de novo para a semana que vem! Dizem que te pagam estes dias e para descansares o resto da semana. O dono do nosso apartamento disse que tem uma boa proposta para não o perdermos. Estamos na nossa casinha de campo. A história do incêndio foi uma brincadeira de mau gosto que alguém resolveu arranjar para entreter os bombeiros! Isso merece uma festa, não achas? Todos os nossos amigos estão vindo para cá. Um beijo! Já coloquei as roupas que mais gostas bagageira do carro. Vem! "

Assim como num minuto é o tempo suficiente para se perder uma vida, também um minuto é tempo suficiente para mudar tudo. No último minuto, espere mais um minuto. Esse minuto pode fazer toda a diferença

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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

A importância de um amigo

Um dia, durante uma conversa entre advogados, me fizeram uma pergunta:
- O que de mais importante já fez na sua vida?

A resposta veio-me à mente na hora, mas não foi a que respondi, pois, as circunstâncias, não eram apropriadas.

No papel de advogado da indústria do espectáculo, sabia que os assistentes queriam escutar anedotas sobre meu trabalho com as celebridades.

Comecei o dia jogando golfe com um ex-colega e amigo meu que há muito não o via.
Entre uma jogada e outra, conversávamos a respeito do que acontecia na vida de cada um.
Ele me contava que sua esposa e ele acabavam de ter um bebé.

Enquanto jogávamos chegou o pai do meu amigo que, consternado, lhe disse que seu bebé parara de respirar e que fora levado para o hospital com urgência. No mesmo instante, meu amigo subiu no carro de seu pai e se foi.

Por um momento fiquei onde estava, sem pensar nem mover-me, mas logo tratei de pensar no que deveria fazer:

Seguir o meu amigo ao hospital? Minha presença, disse a mim mesmo, não serviria de nada pois a criança certamente estaria sob cuidados de médicos, enfermeiras, e nada havia que eu pudesse fazer para mudar a situação.

Oferecer meu apoio moral? Talvez, mas tanto ele quanto sua esposa vinham de famílias numerosas e sem dúvida estariam rodeados de amigos e familiares que lhes ofereceriam apoio e conforto necessários, acontecesse o que acontecesse.

A única coisa que eu faria indo até lá, era atrapalhar. Decidi que mais tarde iria ver o meu amigo. Quando dei à chave do meu carro, percebi que o meu amigo havia deixado o seu carro, aberto e com as chaves na ignição, estacionado junto aos campos de ténis. Decidi, então, fechar o carro e ir até o hospital entregar-lhe as chaves.

Como imaginei, a sala de espera estava repleta de familiares que os consolavam.
Entrei sem fazer ruído e fiquei junto a porta pensando o que deveria fazer.

Não demorou muito e surgiu um médico que se aproximou do casal e, em voz baixa, comunicou o falecimento do bebé.

Durante os instantes que ficaram abraçados - a mim pareceu uma eternidade - choravam enquanto todos os demais ficaram ao redor daquele silêncio de dor.

O médico lhes perguntou se desejariam ficar alguns instantes com a criança.

Meus amigos ficaram de pé e caminharam resignadamente até a porta.

Ao me ver ali, aquela mãe abraçou-me e começou a chorar. Também meu amigo se refugiou em meus braços e me disse:

- Muito Obrigado por estar aqui!

Durante o resto da manhã fiquei sentado na sala de emergências do hospital, vendo meu amigo e sua esposa segurar nos braços seu bebé, despedindo-se dele. Isso foi o mais importante que já fiz na minha vida. Aquela experiência me deixou três lições:

 

Primeira, o mais importante que fiz na vida, ocorreu quando não havia absolutamente nada, mas nada que eu pudesse fazer. Nada daquilo que aprendi na universidade, nem nos anos em que exercia a minha profissão, nem todo o racional que utilizei para analisar a situação e decidir o que eu deveria fazer, me serviu naquelas circunstâncias: duas pessoas receberam uma desgraça e eu nada poderia fazer para remediar. A única coisa que poderia fazer era esperar e acompanhá-los. Isto era o principal.


Segunda, estou convencido que o mais importante que já fiz na minha vida esteve a ponto de não ocorrer, devido às coisas que aprendi na universidade, aos conceitos do racional que aplicava na minha vida pessoal assim como fazia na profissional.

Ao aprender a pensar, quase me esqueci de sentir. Hoje, não tenho dúvida alguma de que
deveria ter subido naquele carro sem vacilar e acompanhado meu amigo ao hospital.


Terceira, Aprendi que a vida pode mudar num instante. Intelectualmente todos nós sabemos disso, mas acreditamos que os infortúnios acontecem com os outros. Assim fazemos nossos planos e imaginamos nosso futuro como algo tão real como se não houvesse espaços para outras ocorrências. Mas ao acordarmos de manhã, esquecemos que perder o emprego, sofrer uma doença, ou cruzar com um motorista embriagado e outras mil coisas, podem alterar este futuro num piscar de olhos.


Para alguns é necessário viver uma tragédia para recolocar as coisas em perspectiva. Desde aquele dia busquei um equilíbrio entre o trabalho e a minha vida. Aprendi que nenhum emprego, por mais gratificante que seja, compensa perder férias, dissolver um casamento ou passar um dia festivo longe da família.

E aprendi que o mais importante da vida não é ganhar dinheiro, nem ascender socialmente, nem receber honras.

O mais importante da vida é ter tempo para cultivar uma amizade.

Esta história foi-me enviada num daqueles emails que gostamos enviar aos amigos, não sei se a mesma é verídica e qual o seu autor, este facto, no entanto, para mim é insignificante, que me desculpe quem a escreveu, mas essa pessoa saberá o que realmente importa, não é o nome do autor, nem a autenticidade. Ela terá sempre um autor e será sempre verdadeira, porque a qualquer altura ela pode fazer, de uma forma ou de outra, parte da nossa existência. Apesar de uma história bastante triste, ela me deu a alegria de compreender um outro lado da vida e aprender a sorrir sempre diante uma amizade.

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contado por Jorge Oliveira às 19:28

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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Julgar é Fácil

Eram dois casais vizinhos, muito amigos, com 2 filhos cada.


O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. E, claro, coisas de criança, como os seus vizinhos compraram um animal, as outras também queriam um para a sua casa, então o pai resolveu comprar um cãozinho pequeno, um pastor alemão.

Assim que o primeiro vizinho se apercebeu de que animal o outro amigo tinha comprado, muito preocupado foi logo falar com ele:

- Mas, António, este cão vai comer o nosso coelho e os nossos filhos vão ficar muito tristes, só vais arranjar problemas com isso.

- Não, não acredito, tenho a certeza que não. Imagina. O meu pastor alemão é ainda bebé pequeno, como o teu coelhinho. Vais ver que eles vão crescer juntos, e afeiam-se logo de pequenos um ao outro, confia em mim, pois eu percebo de animais.

E parece que o António tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram.

Era normal ver o coelho no quintal do cão e vice-versa.

Eis que o João, dono do coelho, foi passar um fim-de-semana na praia com a família, e não levou o coelho consigo, como era habitual. No Domingo à tarde, quando a família do António estava a comer um lanche digno de Domingo, entra o pastor alemão na cozinha. Toda a família quase paralisou quando viu que o cão, de cabeça em baixo, olhos semi-serrados e tristes, trazia o coelho entre os dentes todo imundo, arrebentado, cheio de terra e, é claro, morto.

Após este cenário, o dono furioso, quase matou o cão de tanta agredi-lo e, como bom amigo do homem que este animal sempre é, foi para o quintal a ganir e lamber as suas feridas, sem se voltar contra o dono.

Este, o António, estava agora preocupado com que o João lhe tinha dito, pois ele estava certo – E agora? Só podia dar nisso! Como eu fui burro! Dizia ele. – Já pensaram como vão ficar as crianças? Continuou.

Não se sabe exactamente quem teve a ideia, mas parecia infalível:

Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois vamos seca-lo com o secador e o coloca-lo de novo na sua casinha. E assim fizeram.

Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
No final do dia, pela tardinha, ainda o sol brilhava, chegaram os vizinhos. Logo depois ouvem-se os gritos das suas crianças. – Descobriram!

Não passaram cinco minutos, e o João veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.

- O que foi? Que cara é essa João? Deixa-me tentar explicar! Disse o António a gaguejar, receando já o pior.

- O coelho, o coelho. Diz o outro.

 - Pois o coelho!... António não sabia como começar, pois eram muitos anos de amizade
- Morreu! Disse o João que continuou a falar - Morreu na sexta-feira! Foi antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu na sua casinha… não quisemos dizer nada antes de termos partido para a praia para não vos entristecer durante este fim-de-semana…
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa.
Mas a grande personagem desta história é o cão. Imaginem o coitado, desde sexta-feira a procurar em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele... Provavelmente levado pelo seu instinto, desenterra o amigo e vai mostra-lo aos seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo.

O ser humano, no entanto, continua o mesmo, sempre a julgar os outros...

Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os factos sem antes verificar o que de facto aconteceu.

Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações. Achando-nos donos da verdade? Histórias como esta são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.

"A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer".

Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre que possível... mas não julgue diante da primeira impressão, visão ou do primeiro comentário.

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