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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Detector de Mentiras

Há muitos anos, quando apareceu no mundo o primeiro detector de mentiras, todos os advogados e estudiosos do comportamento humano ficaram fascinados. O aparelho baseia-se numa série de sensores que detectam as variações fisiológicas da transpiração, contracções musculares, variações de ritmo cardíaco, tremores e movimentos oculares, que ocorrem em qualquer indivíduo quando mente.

 Naquela época, as experiências com a «máquina da verdade», como se lhe chegou a chamar, proliferavam por toda a parte.

Um dia, um advogado decidiu fazer uma investigação muito peculiar. Levou a máquina para o hospital psiquiátrico da cidade e sentou diante dele um paciente internado: J. C. Jones. O senhor Jones era psicótico e, nos seus delírios, garantia que era Napoleão Bonaparte.

Talvez por ter estudado História, conhecia de uma ponta à outra a vida de Napoleão e enunciava com exactidão, e na primeira pessoa, pequenos pormenores da vida do imperador, em sequência lógica e coerente.

Os médicos sentaram o senhor Jones diante do detector de mentiras e, depois de calibrarem o aparelho, perguntaram--lhe:

- O senhor é Napoleão Bonaparte?

O paciente pensou durante uns instantes e depois respondeu:

- Não! Que ideia é essa? Sou J. C. Jones.

Todos sorriram, excepto o operador do detector de mentiras, que informou que o senhor Jones estava a mentir!

A máquina demonstrou que, quando o paciente dizia a verdade (isto é, quando afirmava ser o senhor Jones), estava a mentir... porque acreditava que era Napoleão.
Quase todos nós confundimos a «verdade», com «não mentir», naturalmente levados por pensamentos que nos fazem querer que nos mentem. Esta atitude é racional, pois passamos a vida a ouvir uma coisa e descobrimos, antes ou depois, que não é verdade.
Que nos ensina esta história?... Não vou deixar o meu comentário como costumo fazer com as outras minhas histórias!... Vou deixar ao V/ critério...

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contado por Jorge Oliveira às 15:47

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