mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Julho 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Contos Recentes

A TODOS O QUE LEÊ...

Dia de Anos de Uma Crianç...

Dia de Anos de Uma Crianç...

O TEMPO E O AMOR

ERA GLACIAL

OS FINS JUSTIFICAM OS MEI...

Gladiadores do sec. XXI

FORTE CASTELO DE AREIA

FRAGIL CASTELO DE AREIA

AMIGO

O PATO E A CORUJA

ACASO OU DESTINO

NESTA PASCOA PENSA COMIGO

O porquê da Pascoa cedo e...

O Carochinha e o João Rat...

DIA DO PAI

A SIMPLICIDADE

O DESERTO DE ÁGUA

ABRE UMA NOVA JANELA

QUEM LEMBRA A NAU CATRINE...

UM PASSEIO PELO CAMPO

SABEDORIA INFANTIL

A Noite em que a Noite Nã...

Às 7 em Ponto

Detector de Mentiras

A GRANDE LEI DE SALAZAR

O Mundo nas mãos de uma c...

A Loja da Verdade

De Quem Gostamos Afinal?

O Estado da Justiça Em Po...

PARA QUEM O TRABALHO É UM...

Uma Prenda Diferente

Um Minuto

A importância de um amigo

S. Valentim

A MASCARA

Julgar é Fácil

Quem És?

RELAÇÔES HUMANAS

Mais que ensinar, saber o...

Arquivos

Julho 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Contos por Palavras

vida(25)

amigos(18)

amor(13)

felicidade(11)

família(9)

solidão(8)

amizade(7)

sonho(7)

criança(4)

historias(4)

verdade(4)

morte(3)

acaso(2)

animais(2)

atenção(2)

crença(2)

destino(2)

ensinar(2)

esperança(2)

humanas(2)

lei(2)

pascoa(2)

paz(2)

portugal(2)

querer(2)

relaçôes(2)

simplicidade(2)

actor(1)

aventura(1)

azar(1)

contos(1)

dar(1)

diferença(1)

(1)

filho(1)

honestidade(1)

igualdade(1)

julgar(1)

justiça(1)

lenda(1)

liberdade(1)

mar(1)

mentira(1)

namorados(1)

natal(1)

pai(1)

pátria(1)

receber(1)

salazar(1)

sorte(1)

teatro(1)

tempo(1)

trabalho(1)

viagens(1)

todas as tags

Leitores de Histórias:

Counters
Counters

Quantos estão nos contos:

a ler
blogs SAPO

subscrever feeds

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Uma Prenda Diferente

O Sr. Silva está furioso. O filho da vizinha, um bebé de apenas dez dias, voltou a acordá-lo. Chora muito. E chora com muita força.

Depois do almoço, o Sr. Silva gosta de dormir uma horita mas o bebé do lado não o deixa.
– Que criança horrível – resmunga, às voltas no sofá.

A vizinha trouxe-a para casa há três dias, e há três dias que ela começa a gritar de cada vez que o Sr. Silva quer fazer a sesta.

Hoje sente-se particularmente incomodado porque está desiludido e de mau-humor. É o seu aniversário. Faz sessenta anos, mas ninguém lhe deu os parabéns. Ninguém lhe mandou um postal. Na caixa do correio só encontrou um prospecto de publicidade que amarrotou e meteu de imediato no fogão.

Durante algum tempo, o Sr. Silva olha fixamente para a parede que o separa da casa da vizinha. Depois, levanta-se de um salto e atravessa a sala com o punho erguido. Enfurecido, bate na parede até a mão lhe doer.

– Ora ainda bem! – diz, satisfeito. O bebé deixara de chorar de um momento para o outro.
Naquele instante, toca a campainha da porta.

Do lado de fora, a vizinha, com o bebé nos braços, sorri embaraçada para o Sr. Silva.

– Desculpe – disse. – Eu pensei que...
– O quê? – pergunta o Sr. Silva de testa franzida.
– Que tivesse caído ou que se sentisse mal e precisasse de ajuda – disse de uma só vez. – Por isso, vinha ver se precisava de alguma coisa.

– Se eu precisava de alguma coisa? – suspira o Sr. Silva. – Porquê?

"Ela está a falar a sério" – pensa confuso. A vizinha ouviu o bater dele mas percebeu mal: pensou que o vizinho estava a precisar de ajuda.

O Sr. Silva coça a barba rala, olha para a cara vermelha do bebezinho e pergunta:
– Ele é ainda muito novinho, não?

– Tem dez dias e quatro horas – responde a vizinha. – Chama-se Catarina. O meu marido e eu estamos muito felizes, porque era mesmo uma menina que queríamos.

O Sr. Silva tossica.

– Oh... ela já tem cabelo!

– Ah, um ou outro, muito finos – diz a vizinha, recuando devagar em direcção à sua porta. – Desculpe, agora tenho de ir dar-lhe de comer. Eu sigo as recomendações à risca, sabe.
– Claro! – diz o Sr. Silva.

Pela fresta da porta, a vizinha acena com a cabeça.

– Fico contente por estar tudo bem com o senhor.

Em casa, o Sr. Silva anda de um lado para o outro profundamente surpreendido. Ela está contente por estar tudo bem com ele. Há uma pessoa que se preocupa com ele. Afinal não está tão só como pensava. O Sr. Silva nem cabe em si de contente. Afinal, sempre recebeu uma prenda de aniversário e, ainda por cima, bem bonita!

Contos por Palavras: , ,
contado por Jorge Oliveira às 15:36

link do Conto | o que conta sobre este conto? | favorito
|

Outros Contos